CAVALEIROS DO TEMPLO


Este blog tem como objetivo único, cooperar em leituras e estudos voltados para o segmento Maçônico, com textos de diversos autores e abordagens diferentes para um único tema.

Por Yrapoan Machado






segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

FÉ - ESPERANÇA - CARIDADE


Na escada de Jacó lá estão destacadas essas três palavras  
A FÉ
Sou a irmã mais velha da Esperança e da Caridade. Chamo-me Fé. Sou grande e forte. Aquele que me possui não teme o ferro nem o fogo, pois ele é à prova de todos os sofrimentos físicos e morais. Irradio sobre vós com um facho cujos jatos brilhantes se refletem no fundo dos vossos corações e vos comunico a força e a vida. Entre vós, dizem que transporto montanhas, mas eu vos digo: venho erguer o mundo, porque o Espiritismo é a alavanca que me deve ajudar. Uni-vos a mim. Eu venho convidar-vos. Eu sou a Fé.
Eu sou a Fé! Moro com a Esperança, a Caridade e o Amor, no mundo dos Espíritos Puros. Muitas vezes deixei as regiões etéreas e vim à Terra para vos regenerar, dando-vos a vida do Espírito. Mas, fora os mártires dos primeiros tempos do Cristianismo e alguns fervorosos sacrifícios de tempos em tempos, ao progresso da Ciência, das letras, da indústria e da liberdade, não encontrei entre os homens senão indiferença e frieza, e tristemente retomei o meu voo para o Céu. Julgais-me em vosso meio, mas vos enganais, porque a Fé sem obras é um simulacro de Fé. A verdadeira Fé é vida e ação. Antes da revelação do Espiritismo a vida era estéril; era uma árvore ressequida pelos raios e que nenhum fruto produzia. Reconhecem-me por meus atos: eu ilumino as inteligências; aqueço e fortaleço os corações; afasto para bem longe as influências enganadoras e vos conduzo para Deus pela perfeição do espírito e do coração. Vinde colocar-vos sob minha bandeira. Eu sou poderosa e forte. Eu sou a Fé. Sou a Fé, e o meu reino começa entre os homens, reino pacífico que os tornará felizes no presente e na eternidade. A aurora do meu aparecimento entre vós é pura e serena; seu sol será resplendente e seu ocaso virá docemente embalar a Humanidade nos braços de eternas felicidades. Espiritismo! Derrama sobre os homens o teu batismo regenerador. Eu lhes faço um apelo supremo. Eu sou a Fé.
 GEORGES, bispo de Périgueux
A ESPERANÇA
Meu nome é Esperança. Sorrio à vossa entrada na vida; sigo-vos passo a passo e não vos deixo senão nos mundos onde para vós se realizam as promessas de felicidade, incessantemente murmuradas aos vossos ouvidos. Sou vossa fiel amiga. Não repilais minhas inspirações. Eu sou a Esperança. Sou eu que canto através do rouxinol e que solto, aos ecos das florestas, essas notas lamentosas e cadenciadas que vos fazem sonhar com o Céu. Sou eu que inspiro à andorinha o desejo de aquecer os seus amores ao abrigo de vossas moradas; que brinco na brisa ligeira que acaricia os vossos cabelos; que espalho aos vossos pés o suave perfume das flores dos vossos canteiros, e quase não pensais nesta amiga tão devotada! Não a repilais: é a Esperança!
Tomo todas as formas para me aproximar de vós: Sou a estrela que brilha no azul; o quente raio de sol que vos vivifica; embalo as vossas noites com sonhos ridentes; expulso para longe as negras preocupações e os pensamentos sombrios; guio vossos passos para o caminho da virtude; acompanho-vos nas visitas aos pobres, aos aflitos, aos moribundos, e vos inspiro palavras afetuosas e consoladoras. Não me repilais. Eu sou a Esperança. Eu sou a Esperança! Sou eu que, no inverno, faço crescer na casca dos carvalhos o musgo espesso com que os passarinhos fazem seus ninhos; sou eu que, na primavera, corôo a macieira e a amendoeira de flores rosas e brancas e as espalho sobre a Terra como um tapete celeste, que faz aspirar a mundos felizes. Estou convosco principalmente quando sois pobres e sofredores, e minha voz ressoa incessantemente aos vossos ouvidos. Não me repilais. Eu sou a Esperança. Não me repilais, porque o anjo do desespero me faz uma guerra cruel e se esgota em vãos esforços para junto de vós tomar o meu lugar. Nem sempre sou a mais forte, e quando ele consegue me afastar vos envolve com suas asas fúnebres; desvia os vossos pensamentos de Deus e vos conduz ao suicídio. Uni-vos a mim para afastar sua funesta influência, e deixai-vos embalar docemente em meus braços, porque eu sou a Esperança.
FELÍCIA, filha da médium. 
A CARIDADE
Eu sou a Caridade, sim, a verdadeira Caridade. Em nada me pareço com a caridade cujas práticas seguis. Aquela que entre vós usurpou o meu nome é fantasista, caprichosa, exclusiva, orgulhosa. Venho premunir-vos contra os defeitos que, aos olhos de Deus, empanam o mérito e o brilho de suas boas ações. Sede dóceis às lições que o Espírito de Verdade vos dá por minha voz. Segui-me, meus fiéis: eu sou a Caridade. Segui-me. Conheço todos os infortúnios, todas as dores, todos os sofrimentos, todas as aflições que assediam a Humanidade. Sou a mãe dos órfãos, a filha dos velhos, a protetora e suporte das viúvas. Curo as chagas infectas; trato de todos os doentes; visto, alimento e abrigo os que nada têm; subo aos mais humildes tugúrios e às mais miseráveis mansardas; bato à porta dos ricos e poderosos porque onde quer que exista uma criatura humana, há, sob a máscara da felicidade, dores amargas e cruciantes. Oh! Como é grande minha tarefa! Não poderei cumpri-la se não vierdes em meu auxílio. Vinde a mim: eu sou a Caridade.
Não tenho preferência por ninguém. Jamais digo aos que de mim necessitam: “Tenho os meus pobres; procurai alhures.” Oh! falsa caridade, quanto mal fazes! Amigos, nós nos devemos a todos. Crede-me. Não recuseis assistência a ninguém. Socorrei-vos uns aos outros com bastante desinteresse para não exigirdes reconhecimento da parte dos que tiverdes socorrido. A paz do coração e da consciência é a suave recompensa de minhas obras: eu sou a verdadeira Caridade. Ninguém sabe na Terra o número e a natureza de meus benefícios. Só a falsa caridade fere e humilha aqueles a quem beneficia. Evitai esse funesto desvio. As ações desse gênero não têm mérito perante Deus e atraem a sua cólera. Só ele deve saber e conhecer os generosos impulsos de vossos corações, quando vos tornais os dispensadores de seus benefícios. Guardai-vos, pois, amigos, de dar publicidade à prática da assistência mútua; não mais lhe deis o nome de esmola; crede em mim: eu sou a Caridade. Tenho tantos infortúnios a aliviar que por vezes tenho os seios e as mãos vazios. Venho dizer-vos que espero em vós. O Espiritismo tem como divisa Amor e Caridade, e todos os verdadeiros espíritas quererão, no futuro, conformar-se a esse sublime preceito ensinado pelo Cristo há dezoito séculos. Segui-me, pois, irmãos, e eu vos conduzirei ao Reino de Deus, nosso pai. Eu sou a Caridade.
ADOLFO, bispo de Argel.
Instruções dadas por nossos Guias sobre as três comunicações acima. Meus amigos, vós deveis ter pensado que um de nós havia dado os ensinamentos sobre a fé, a esperança e a caridade. E tínheis razão. Felizes por ver Espíritos tão elevados vos dando, com freqüência, conselhos que vos devem guiar em vossos trabalhos espirituais, não é menor nossa suave e pura alegria, quando vimos ajudar-vos na tarefa do vosso apostolado espírita. Podeis, pois, atribuir ao Espírito de Georges a comunicação sobre a Fé; sobre a Esperança, a Felícia: aí encontrareis o estilo poético que tinha em vida; e a da Caridade ao senhor Dupuch, bispo de Argel, que na Terra foi um de seus fervorosos apóstolos. Ainda teremos que tratar da caridade sob outro ponto de vista. Fá-lo-emos dentro de alguns dias.

Texto enviado por nosso Venrável Mestre Ailton de Oliveira

BIBLIOGRAFIA
(Bordeaux - médium: Sra. Cazemajoux - Revista Espírita, fevereiro de 1862)
UM BEIJO NO SEU CORAÇÃO


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BANQUETE RITUALÍSTICO

Os Maçons têm por tradição reunirem-se muitas vezes após os trabalhos para realização de um ágape – termo que designa o repasto dos primitivos cristãos. A palavra “banquete” surgiu desse hábito, “pois ela deriva do italiano ‘banqueto’, que era o banquinho em que os primeiros cristãos sentavam-se, durante as ceias comunitárias nas catacumbas, onde se escondiam”. A dinâmica da vida atual, principalmente nos grandes centros, tem levado muitas Lojas a não realizar os ágapes ao final dos trabalhos maçônicos. Contudo, algumas Lojas têm mantido a tradição da realização anual da Loja de Mesa, tradição que vem da Maçonaria de ofício, ou operativa, e dos primeiros Maçons aceitos, da moderna Maçonaria, coloquialmente conhecida, no meio maçônico, como Maçonaria especulativa.
Joaquim Gervásio de Figueiredo diz que o banquete é uma festividade maçônica realizada em Loja ou Oficina de Banquete, em grau de Aprendiz, para que dele possam participar todos os maçons. Ele afirma, ainda, que “embora seja uma tradição muito antiga, as primeiras regras normativas dessa cerimônia datam de 1721 e referiam-se aos banquetes anuais realizados no dia de São João Batista, por motivo da eleição do Grão-Mestre da Grande Loja de Inglaterra...” Quanto aos ágapes o mesmo autor assim se expressa, in verbis: “ÁGAPES (gr.). Refeição em que os cristãos primitivos se reuniam para comemorar a última ceia de Jesus Cristo com seus discípulos, e davam-se mutuamente o ósculo de paz e fraternidade. Estava associada à Eucaristia. Ambas essas cerimônias foram depois separadas, e por último os ágapes foram suprimidos pela Igreja, alegando prática de abusos. A Maçonaria o conserva nos graus capitulares.” (o destaque é da transcrição) Rizzardo da Camino , em síntese, assim se manifesta sobre o banquete: A Maçonaria moderna (1723) elegia os seus dirigentes por ocasião das reuniões convocadas para o banquete, tendo sido sempre ao redor de uma mesa que se tomavam as decisões importantes e como exemplo cita a Ceia do Senhor e a dos Cavaleiros da Távola Redonda.
Segundo este autor, o vocábulo banquete está em desuso entre nós, tendo sido substituído pela palavra “ágape”, como, por exemplo, ocorre após as Iniciações, quando deve haver uma confraternização festiva e essa abrange o comer e o beber com moderação. Rizzardo da Camino diz ainda que “a origem da palavra é simplória; como para tomar um lugar na mesa, com comodidade é preciso sentar-se, isso era feito nos ‘bancos’, de onde derivou a palavra Banquete”.

Quanto ao ágape, assim se expressa o autor: “ÁGAPE – De origem grega, significando, amor; termo usado nos tempos do cristianismo primitivo; reunião para refeições entre os que se amam. Nessas refeições, e o exemplo marcante foi a Santa Ceia, os Discípulos reuniram-se com o Mestre para comer o cordeiro pascal, com pão e vinho; o significado de hoje seria a comunhão litúrgica. Ágape, com acentuação proparoxítona, é o termo usado em maçonaria para as reuniões de refeição; no Grau 18, o de Príncipe Rosa Cruz, os trabalhos são conclusos com esse Ágape.”

II – INTRODUÇÃO
Como visto, ágape era uma refeição que os antigos (primitivos) cristãos faziam em comum. Eles se reuniam em torno de uma mesa disposta em formato de ferradura, pois para eles esta disposição transmitia a idéia de imagem do céu em suas épocas solares. Assim, a reunião de mesa tinha o cunho ritualístico religioso. Era o Kidush. O Kidush (da raiz hebraica kodesh = sagrado ) significa “santificação, sagração” e era realizado na véspera de uma festa religiosa, ou na véspera do shabat (sábado), para realçar a santificação do dia. A última ceia de Jesus com os apóstolos foi um Kidush, que precedeu à Pêssach (Páscoa).

A realização de Kidush, muito comum entre os essênios, deu origem à eucaristia, haja vista que a Igreja herdou muitas das práticas hebraico-judaicas. Assim, a Liturgia Eucarística da Missa é uma das partes em que a influência hebraica mais se manifesta . A Oração Eucarística é considerada o ponto central da ação de graças e consagração em que se revive a última Ceia de Jesus, quando, lançando as bênçãos sobre o pão e o vinho, ele os distribui entre os convivas; depois da devida preparação, realiza-se a Comunhão entre os fiéis, que se reveste do recebimento do corpo e do sangue do Cristo, como alimento espiritual. Também, entre os demais povos da antiguidade, os banquetes eram freqüentes. Qualquer evento extraordinário se transformava em motivação para que uma família, uma associação ou um grupo social se reunisse, para comemorar ao redor de uma mesa. Além dos hebreus, que demonstravam particular prazer com suas festividades, os egípcios e os gregos as celebravam, com singular recolhimento de convidar os deuses para os seus banquetes sagrados. De igual forma, os romanos não se esqueciam de convidar os Deuses festins, colocando-os em leitos que circundavam as mesas guarnecidas com iguarias.
Os Maçons, co-participando dos banquetes primitivos, mantiveram as tradições antigas, realizando um belo culto ao simbolismo em seus dias festivos. Segundo Castellani , “por herança recebida dos membros das organizações de ofício, que, tradicionalmente, costumavam comemorar os solstícios, essa prática chegou à Maçonaria moderna, mas já temperada pela influência da Igreja sobre as corporações operativas. Como as datas dos solstícios são, aproximadamente, 22 de junho e 22 de dezembro, muito próximas das datas comemorativas de São João Batista - 24 de junho - e de São João Evangelista - 27 de dezembro – elas acabaram por se confundir com estas, entre os operativos, chegando a atualidade. Hoje a posse dos Grão-Mestres das Obediências e dos Veneráveis Mestres das Lojas realiza-se a 24 de junho, ou em data bem próxima; e não se pode esquecer que a primeira obediência Maçônica do mundo, a Premier Grand Lodge, foi fundada em 1717, em Londres, no dia de São João Batista”. Há que ser feito um registro, ainda que não diretamente vinculado ao tema, mas para que possa ter uma visão ampla, e não estreita, do assunto envolvendo a Loja de Mesa ou Banquete Ritualístico.
A Maçonaria da atualidade, denominada como especulativa, deveria, na verdade, ser conhecida como Maçonaria dos Aceitos, haja vista que a forma atual da instituição maçônica somente se iniciaria no final do século XVI, quando foi aceito o primeiro homem não ligado à arte de construir, em 1600, na “St. Mary’s Chapell Lodge” (Loja da Capela de Santa Maria), em Edimburgo, na Escócia. Desde então, as organizações operativas, devido ao declínio da arquitetura gótica, para sobreviver passaram a admitir homens não ligados à arte, em geral pessoas de destaque na sociedade, os quais passaram a ser denominados de Maçons Aceitos. Este processo de aceitação progrediu com tal velocidade que ao final do século XVII o contingente de aceitos superava, largamente, o de operativos, propiciando a criação da primeira Obediência Maçônica da história, a Premier Grand Lodge, de Londres, no início do século XVIII, precisamente no dia 24 de junho de 1717.
A Premier Grand Lodge foi fundada por quatro Lojas de Londres, mas esta novidade (sistema obediencial) não foi bem aceita pelos demais Maçons ingleses, das Lojas livres, os quais criticavam, entre outras coisas, a descristianização dos Rituais, passando a tratar os membros da Grande Loja como “modernos”. A 17 de julho de 1751, para combater os “Maçons Modernos”, uma assembléia de Maçons declarava a intenção de reviver a Antiga Arte Real, segundo os verdadeiros princípios maçônicos. Na seqüência foi instalada uma outra Grande Loja denominada de Grande Loja dos “Antigos”, formada, em sua maioria, por Maçons Irlandeses, residentes em Londres. Em 27 de dezembro de 1813, ou seja, mais de sessenta anos depois, foi consumada a união das duas Obediências Maçônicas, da qual resultou a United Grand Lodge of England (Grande Loja Unida da Inglaterra). Daí, então, a adoção pela Maçonaria das datas de 24 de junho e 27 de dezembro e, provavelmente, por conseqüência, os dois São João – o Batista e o Evangelista – terem se tornado os padroeiros das Lojas de aceitos, de diversos Ritos até a atualidade. Apesar de Castellani dizer que “essas Lojas são chamadas de São João, provavelmente em decorrência do título que as corporações de construtores tinham, na Idade Média: Confraternidade de São João”.
O que é de conhecimento geral é que as festas de São João Batista, a 24 de junho – solstício de inverno, em nosso hemisfério – e de São João Evangelista – solstício de verão, em nosso hemisfério – são celebradas pelos Maçons com Sessões Especiais. Como não se sabe a qual São João grande parte da Maçonaria honra como padroeiro, os dois são aceitos como tal. Mas, a maioria dos autores destaca São João Batista como o verdadeiro padroeiro, por ter sido ele tomado como patrono pelos membros das sociedades de construtores romanos – os “collegiati” – convertidos ao cristianismo, e ainda pelo fato de os colégios de arquitetos celebrarem, assim como os povos da antiguidade, naquele hemisfério (Norte), o solstício de verão. Esta tese foi reforçada pela fundação da primeira Obediência Maçônica do mundo – a Premier Grand Lodge – a 24 de junho de 1717.

III – LOJA DE MESA
Passemos, então, ao conjunto de procedimentos que são utilizados no decorrer de uma Loja de Mesa ou, como coloquialmente vem sendo denominado, de um Banquete Ritualístico. O que é um Banquete Ritualístico? É a sessão ritualística em que os maçons se confraternizam em torno de uma mesa de refeições. De maneira geral, o Banquete Ritualístico deve ser realizado nos edifícios maçônicos, em salas apropriadas. Pode, todavia, ter lugar em qualquer outro edifício, contanto que tudo esteja disposto de maneira que, de fora, nada se possa ver e ouvir; isso significa que o Banquete Ritualístico deve estar a coberto dos olhos profanos, já que se trata de uma sessão ritualística. Como dito, o Banquete Ritualístico, antigo costume maçônico, deveria ser realizado pelo menos uma vez por ano, de preferência no solstício de inverno (no hemisfério Sul), ou de verão (no hemisfério Norte). Os solstícios ocorrem quando o Sol atinge sua posição mais afastada do equador terrestre: para o hemisfério sul, o solstício de verão ocorre quando o Sol atinge sua posição mais austral (meridional, sul), enquanto o solstício de inverno ocorre quando o Sol atinge sua posição mais boreal (setentrional, norte).
O solstício de inverno, em nosso hemisfério, ocorre a 21 de junho, que é, então, a época mais propícia para o Banquete Ritualístico, embora muitas Oficinas o realizem no dia 24 de junho, aproveitando o solstício e homenageando o padroeiro de muitos ritos maçônicos, São João, o Batista, conforme visto na Introdução deste trabalho. O Banquete Ritualístico também pode ser realizado no solstício de inverno no hemisfério norte, 21 de dezembro, ou a 27 de dezembro, em homenagem a São João, o Evangelista. Tudo o que é usado no Banquete Ritualístico tem um nome simbólico, ligado à arte de construir, aos materiais de construção e aos instrumentos necessários ao trabalho de edificação, são seguintes os nomes simbólicos:


• Areia amarela: a pimenta do reino
• Areia branca: o sal
• Armas, ou Canhões: os copos
• Bandejas: as travessas
• Bandeja grande: a mesa do banquete
• Bandeiras: os guardanapos
• Bandeira grande: a toalha de mesa
• Barricas: as garrafas
• Demolir os materiais: comer
• Espadas, ou Alfanjes: as facas
• Fazer fogo: beber
• Materiais: as iguarias servidas na Loja de Mesa
• Picaretas: os garfos
• Pólvora amarela: a cerveja
• Pólvora forte: o vinho, ou o licor
• Pólvora fraca: a água
• Pólvora preta: o café
• Telhas: os pratos

A mesa do banquete é disposta em forma de ferradura, com as extremidades correspondendo ao Ocidente e a cabeceira (mesa de honra), ao Oriente. O Venerável Mestre ocupa o centro da parte da mesa que constitui o Oriente, tendo, à sua esquerda, os Mestres Instalados e, se for o caso, o Venerável de Honra, e, à sua direita, as Dignidades do Simbolismo, presentes à sessão. Os demais Oficiais e Dignidades, colocam-se como em Loja, ou seja: O Orador e o Secretário colocam-se nas extremidades da mesa de honra, frente a frente; ao lado deles, colocam-se o Chanceler e o Tesoureiro, tendo, junto a si, o Hospitaleiro; o 2º Vigilante senta-se na metade do lado Sul, ou na extremidade ocidental, ou sudoeste, da mesa (da ferradura); na metade da mesa do lado Norte, coloca-se o Experto; o 1º Vigilante ocupa a extremidade noroeste da mesa, variando a posição, conforme o rito (inversão dos lugares dos Vigilantes, Orador, Secretário, etc.); o Mestre de Cerimônias fica próximo à extremidade, ao Norte, junto ao 1º Vigilante e à disposição deste; finalmente, o Cobridor fica na extremidade sudoeste, de frente para o Oriente (se ali estiver o 2º Vigilante, ficará ao lado dele).
Os demais obreiros colocam-se à vontade, em torno da mesa, sempre na parte externa da ferradura, com Aprendizes e Companheiros ocupando o mesmo local que lhes compete nos templos. Se o espaço na parte externa não for suficiente, admite-se a ocupação de alguns lugares na parte interna. Na mesa deve ter uma fita estreita, azul ou encarnada, conforme o Rito, indicativa do alinhamento das armas. Na parte interna da mesa, sobre um pedestal colocado junto à mesa de honra, à frente do Venerável Mestre, estarão as Três Grandes Luzes Emblemáticas da Maçonaria (o Livro da Lei, o Esquadro e o Compasso), dispostas no grau de Aprendiz Maçom. Isso é fundamental, pois não pode haver sessão ritualística sem a presença das Três Grandes Luzes Emblemáticas.

Sobre a mesa de honra, diante do Venerável, estará um candelabro de sete braços (o menorá hebraico), um pedaço de pão e um copo de vinho tinto; à frente do 1º Vigilante, estará um candelabro de cinco braços e, à frente do 2º Vigilante, um candelabro de três braços. A presença do pão e do vinho é uma lembrança do ritual hebraico de kidush , incrementado pelos essênios. Todos os participantes da Loja de Mesa estarão paramentados e as Dignidades e Oficiais usarão as jóias de seus cargos. Algumas Obediências costumam recomendar que não sejam usados os aventais, pois eles seriam reservados para os trabalhos da Loja no templo; isto, todavia, não é correto, pois, em qualquer sessão ritualística, o maçom deve portar o seu avental, sem o qual será considerado como se estivesse nu. Também recomendam, muitas Obediências, principalmente européias, que, além do banquete ritualístico, realizado por ocasião do solstício de inverno, seja realizado um outro, em forma "profana", por ocasião do solstício de verão. Nessa oportunidade, é recomendada uma excursão ao campo, para o reencontro com o Sol e a Natureza, em sua plenitude, seguida de banquete, com a presença de familiares e amigos dos maçons da Loja.

IV – CONCLUSÃO
A Loja de Mesa ou Banquete Ritualístico reveste-se de uma cerimônia sagrada, que deveria ser praticada pelas Lojas, anualmente, com toda solenidade, nas duas grandes festas tradicionais e, eminentemente simbólicas, que são as chamadas Festas Solsticiais ou de São João. Nessas festas são celebrados os Banquetes Fraternais. Algumas Lojas realizam, anualmente, o Banquete Ritualístico, por ocasião da data de sua fundação. Este é o caso da Augusta Respeitável, Estrela da Distinção Maçônica, Loja Simbólica Águia do Planalto, fundada em 7 de setembro de 1969, que realiza, desde o ano de 1999, o seu banquete ritualístico em data próxima à de fundação. O Banquete Ritualístico, como visto, tem reminiscências antiqüíssimas – Ceia dos Apóstolos, Ceia Pascoal dos Judeus e os Ágapes do Amor dos Cristãos – razão pela qual deve se revestir da maior seriedade. Não é uma brincadeira. É uma comunhão fraternal, razão pela qual é realizado longe das vistas profanas, portanto, deve ser evitado o excesso de bebida e de comida. Infelizmente, em algumas ocasiões, tem se presenciado, neste tipo de Ágape Sagrado, mera festa de comilança.

O Banquete Ritualístico é um momento de confraternização, que é exercer uma confraternidade, em nome de todos os Maçons do orbe terrestre, de salientar os laços que unem os Irmãos dessa Ordem Universal. Neste momento deve-se estar conectado com o Grande Arquiteto do Universo, entendendo que, no momento dessa confraternização, dever-se-ia estar recebendo o mesmo alimento espiritual, alimento propiciador de uma ligação espiritual forte, mantenedora de um laço invisível e inquebrantável, que deve estar isento de qualquer mácula, pois advém de seres Iniciados.
LOJA DE MESA
Por: José Castellani , do livro Dicionário de Termos Maçônicos.
É a sessão ritualística em que os maçons se confraternizam em torno de uma mesa de refeições.
É também chamada, embora impropriamente, de banquete ritualístico.
De maneira geral, a Loja de Mesa deve ser instalada nos edifícios maçônicos, em salas apropriadas. Podem, todavia, ter lugar em qualquer outro edifício, contanto que tudo seja disposto de maneira que, de fora, nada se possa ver e ouvir; isso significa que a Loja de Mesa deve ser coberta a olhos profanos, já que se trata de uma sessão ritualística.
A Loja de Mesa, antigo costume maçônico, deve ser instalada pelo menos uma vez por ano, de preferência no solstício de inverno (no hemisfério Sul), ou de verão (no hemisfério Norte). Os solstícios ocorrem quando o Sol atinge sua posição mais afastada do equador terrestre : para o hemisfério sul, o solstício de verão ocorre quando o Sol atinge sua posição mais austral (meridional, sul), enquanto o solstício de inverno ocorre quando o Sol atinge sua posição mais boreal (setentrional, norte). Este último ocorre a 21 de junho, que é, então, a época mais propícia para a Loja de Mesa, embora muitas Oficinas a realizem no dia 24 de junho, aproveitando o solstício e homenageando o padroeiro de muitos ritos maçônicos, São João, o Batista. Também pode, ela, ser realizada no solstício de inverno no hemisfério norte, 21 de dezembro, ou a 27 de dezembro, em homenagem a São João, o Evangelista. Nos primórdios da Franco-Maçonaria, ainda na de ofício, ou operativa, eram comuns, nos solstícios, esses repastos fraternais; posteriormente, por influência da Igreja e dada a proximidade dos solstícios com as datas dedicadas aos dois São João, eles passaram a ser realizados nestas. Também recomendam, muitas Obediências, principalmente européias, que, além do banquete ritualístico, realizado por ocasião do solstício de inverno, seja realizado um outro, em forma "profana", por ocasião do solstício de verão. Nessa oportunidade, é recomendada uma excursão ao campo, para o reencontro com o Sol e a Natureza, em sua plenitude, seguida de banquete, com a presença de familiares e amigos dos maçons da Loja.

Obra Transcrita pelo Valoro Ir .’. Marcos A. P. Noronha
V.’.M.’. da Loja Universitária Ordem, Luz e Amor nº 3848
Ex- V.’. M.’. da Loja Águia do Planalto nº 1767 (biênios 1999-2001 e 2001-2003)
Atual Pres. da Comissão de Graus da Loja Águia do Planalto
Nos Altos Corpos do REAA é o atual Aterzata do Capítulo Estrela de Brasília


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:


CAMINO, Rizzardo da. Dicionário Maçônico. 2a. Edição. Rio de Janeiro. Editora Aurora, 1991.
CARVALHO, Assis. Cadernos de Estudos Maçônicos – Cargos em Loja Nº 1. 3a. Edição. Londrina. Editora Maçônica “A Trolha” Ltda, 1988.
CASTELLANI, José. Cadernos de Estudos Maçônicos – Consultório Maçônico II. 1a. Edição. Londrina. Editora Maçônica “A Trolha” Ltda, 1989.
CASTELLANI, José. Dicionário de Termos Maçônicos. 1a. Edição. Londrina. Editora Maçônica “A Trolha” Ltda, 1989.
CASTELLANI, José. Loja de Mesa. 1a. Edição. Londrina. Editora Maçônica “A Trolha” Ltda, 2004.
FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de. Dicionário de Maçonaria. 2a. Edição (revista e ampliada). São Paulo. Editora Pensamento, 1974.
GRANDE ORIENTE DO BRASIL. Rituais Especiais. Ritual de Banquete. Aprovado pelo Decreto nº 0259, de 26 de maio de 1999 da E?V?
ZOCCOLI, Hiran Luiz. Cadernos de Estudos Maçônicos Nº 6 – A Iniciação Maçônica. 1a. Edição. Londrina. Editora Maçônica “A Trolha” Ltda, 1989.
Em astronomia, zênite (br.) ou zénite (pt.) é o ponto superior da esfera celeste, segundo a perspectiva de um observador na superfície do astro onde se encontra (isto é, o exato ponto acima de sua cabeça), ou a interseção da vertical superior do lugar com a esfera celeste. É o marco referencial de localização de posições de objetos celestes. O zênite também denominado auge, apogeu, culminância opõe-se a nadir.

UM BEIJO NO SEU CORAÇÃO








   
       

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O RITO DA FLORESTA


"E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal". (GÊNESIS 2.9). A madeira é o símbolo do inicio da vida, de uma árvore Eva colheu a maçã e por isso desceu do paraíso para colonizar a terra, a relação entre a madeira e o homem é antiga, escrita em várias passagens do velho testamento, de madeira de acácia foi construída a Arca da Aliança que serviu de depósito para as tábuas da lei, desde os primórdios da raça humana a madeira teve um papel essencial para a sobrevivência do homem, como instrumento de moradia deu abrigo ao corpo e alimento ao espírito, serviu de lenha a fogueira e de telhado.
Ao confrontarmos esta realidade percebemos dois lados distintos de um mesmo material, o lado da vida e o lado da morte, ao lado da vida a madeira é o instrumento que impulsionou o progresso da humanidade, servindo de templo a deus e de refúgio aos homens. Ao lado da morte, confrontamos a morte da madeira onde ela incendeia e vira cinzas sacrificando assim o seu corpo para nos alimentar com o calor produzido pela sua queima, na verdade ela apenas sofre uma metamorfose, transformando a sua forma, mas mantendo o seu espírito, pois uma vez queimada ela vira cinzas e volta para a terra de encontro ao seu criador de onde um dia brotou.  "...Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda torne a brotar, e que não cessem os seus renovos..." (JÓ 14.7)

Ao lançar uma semente ao solo o homem espera o nascer de uma planta e enxerga apenas mais uma árvore ao longo do campo, mas nós não somos apenas homens meus caros Primos Fendedores, nós somos iniciados nos mistérios da natureza e vimos à luz do mundo proveniente do Grande Arquiteto do Universo, para nós o sentido da semente deve ser mais amplo, pois podemos nos comparar a uma semente lançada ao solo, ao semear o solo em uma mesma cova, várias sementes são lançadas com a esperança que uma delas nasça e vire uma bela árvore, não muito diferente do nosso inicio da vida onde dentro do útero milhares de espermatozóides nadam ao atingir o óvulo a ser fecundado, a árvore ao ser germinada recebe o sopro da vida assim como nós ao sermos criados recebemos nossa alma e o sopro do GADU que nos ilumina e nos cede um pouco da sua luz para que caminhemos sobre a terra, o crescer de uma planta se assemelha ao nosso crescimento onde temos que lutar para sobreviver a cada dia, ambos precisamos de água e tememos sucumbir durante a vida, ambos fazemos grandes esforços para que os nossos frutos sejam férteis e úteis e que maior satisfação para nós do que saber que os nossos frutos alimentaram alguém e o fizeram crescer e se tornar feliz, todos nós lutamos a cada dia para subir mais um degrau na escada de Jacó assim como a árvore traça o seu caminho vertical, na velhice nos contentamos em fazer uma boa sombra para os que estiverem a nossa volta e ao deixar este mundo partimos felizes por ter deixado um legado de felicidade onde muitos se lembraram de nós pelos frutos que deixamos ou por nossa majestosa presença. "...O fruto do justo é árvore de vida; e o que ganha almas sábio é..." (PROVÉRBIOS 11.30)                                                                                      
A potencia natural da árvore e da madeira está descrita através dos tempos, serviu de cruz para Jesus, de combustível para a fogueira onde aqueceu muitos povos, mas também consumiu muita carne, como na dualidade da vida o homem também pode percorrer dois caminhos o da madeira usada para construir e aquecer e aquele usado para destruir, assim como a dualidade da vida a árvore que já viu enforcarem muitos em seus galhos serviu de casa e lar. "... Inseparável do fogo, portanto da luz, a sombra. A sombra da árvore que, gira em torno de si forneceu o primeiro relógio solar, o primeiro quadrante solar...". O bastão é de fato o princípio das ferramentas de trabalho é a mola impulsionadora da Ao lançar uma semente ao solo o homem espera o nascer de uma planta serviu como primeiro elemento de manejo, originado a partir deste as ferramentas que seriam usadas no manejo da madeira e mais tarde da pedra, serviu também de símbolo de poder.
O Ritual da Floresta teve seu surgimento associado às confrarias de fendedores (lenhadores), que dedicavam a vida ao culto da madeira e a alquimia que consistia na transformação da matéria viva em objetos de serventia ao homem. A sua técnica e a transmissão de seus segredos de ofício foram incorporados aos rituais que permitiam que o bom fendedor realizasse o trabalho com maestria e seguindo as leis naturais. Com o Ritual da Floresta os fendedores buscavam o seu caminho até Deus usando como base de ensinamento as suas técnicas copiadas do seio da floresta e assim associadas à presença do criador, extraindo o caminho moral a partir de seus instrumentos de ofício.
Este rito era praticado nas grandes florestas da França, Suíça, Noruega, Alemanha e Áustria, o ritual tem sua fonte provável nos Carpinteiros anteriores, os mais antigos, com grande influência cristã, sendo essencial a todos os carpinteiros de todas as especialidades e os Bons Primos Fendedores. A natureza nos traduziu grande parte de nossos rituais e da nossa cultura ela ensina o modo de ser e de agir, podemos colher dentro de uma floresta milhares de ensinamentos ao observarmos um único ramo de um galho, como disse Hermes o Trimegisto "tudo que está em cima, está em baixo" ou seja, a terra é um espelho do céu e os ensinamentos de Deus podem ser notados ao observarmos a harmonia de uma floresta. No seio da floresta muitos ritos e rituais nasceram os chamados pagãos tentavam encontrar Deus através da natureza e muitos por isso foram condenados por praticas de bruxaria, porem muitos foram respeitados e hoje sabemos que foram percussores da atual maçonaria, os Druidas, por exemplo, eram magos da virtude e os seus rituais aconteciam dentro das florestas associando o homem ao poder da natureza e construindo assim o saber básico da formação da vida.
P. - Quantas madeiras um irmão deve conhecer?
R. - Quatro.
P. - Quais são elas?
R - O carvalho, o ulmeiro, a espinheira e o cedro.
P. - Dê-me uma explicação.
R. - O ulmeiro é a madeira que serviu para fazer o ataúde de nosso senhor, o carvalho a cruz onde ele expirou, a espinheira a coroa que lhe foi colocada o cedro onde Judas se enforcou.
 Muito antes dos pedreiros livres terem surgido, os madeireiros livres já existiam, as confrarias de madeira são muito anteriores as de pedra, muitos dos rituais hoje existentes foram extraídos destas confrarias que já existiam há séculos, Hiran Abiff ao ser convidado a participar da construção do tempo de Salomão já trouxe consigo todo o conhecimento necessário para trabalhar na madeira, pois seu pai prevendo que o filho seria um grande mestre construtor e necessitaria deste conhecimento já o havia introduzido na confraria dos "Bons Primos Fendedores" onde este aprendeu e desenvolveu a sua técnica de construção, trabalhando nas florestas do Líbano tanto na sua confraria como em obras de destaque, razão pela qual sua fama cresceu e seu nome foi especialmente escolhido por Hiram Rei de Tiro para tomar parte nos trabalhos de construção no Templo de Jerusalém. "...A natureza é um Templo onde pilares vivos às vezes deixam escapar confusas palavras, o homem passa por florestas de símbolos que observam com olhares familiares..."

João disse: (O Senhor) "Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento... E já está posto o machado á raiz das árvores; toda árvore, pois que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo... ...Eu, na verdade, vos batizo em água, na base do arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu, que nem sou digno de levar-lhe as alparcas; ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo... ... ele queimará a palha em fogo  inextinguível." (Mateus 3.8, 3.10, 3.11 e 3.12) "...Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor... ...Porque é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto..." (JEREMIAS 17.7 e 17.8) "...No monte alto de Israel o plantarei; e produzirá ramos, e dará fruto, e se fará um cedro excelente. Habitarão debaixo dele aves de toda a sorte; à sombra dos seus ramos habitarão...  ...Assim saberão todas as árvores do campo que eu, o Senhor, abati a árvore alta, elevei a árvore baixa, sequei a árvore verde, e fiz reverdecer a árvore seca; eu, o Senhor, o disse, e o farei..." (EZEQUIEL 17.23 e 17.24)
                                                         
Como vimos à madeira a árvore e a vida estão intimamente ligadas o elo fundamental que transmite a força entre os seres, o raio de luz vindo do supremo árbitro dos mundos é uno e estável e age de forma a transmutar a matéria inerte em força de vida, ela une o homem à natureza e cria laços inseparáveis numa relação de harmonia com a base da vida. Estas poucas palavras apenas serviram para que os Primos possam ter uma idéia dos Sagrados Rituais das Florestas, e de sua relação com o homem e com a maçonaria. A verdade é um pelicano de asas abertas à espera do abraço acolhedor da busca do conhecimento, este texto não encerra o assunto nem é absoluto em pensamento, ele apenas abre as portas do conhecimento para que cada um possa iniciar a sua busca pelo conhecimento gravado no seio da natureza. "Aquele que escuta a voz do vento e se cala diante do carvalho, ganha a sabedoria das coisas que inertes transmitem mais palavras do que um orador eufórico" Ir.'. Flávio uma citação inspirada após a leitura deste maravilhoso livro.
                                                                                 
BIBLIOGRAFIA
Os Sagrados Rituais Maçônicos das Florestas, Príncipe Asklépius D'Sparta. Ed Madras, São  Paulo, 1998.
Biblia Sagrada
Flávio Dellazzana, M.'. M.'.
A.'.R.'.L.'.S.'. PEDRA CINTILANTE, 60
G.'.O.'.S.'.C.'./C.'.O.'.M.'.A.'.B.'., BRASIL

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A IMPORTÂNCIA DOS GRAUS SIMBÓLICOS



Os três graus simbólicos, Aprendiz, Companheiro e Mestre, comuns a todos os ritos maçônicos, representam a essência total de toda a doutrina moral da Maçonaria. Na primitiva Franco-maçonaria, formada pelas organizações de ofício, só existiam os Aprendizes; e os mestres-de-obras eram escolhidos entre os mais experientes Aprendizes. O grau de Companheiro seria criado já nos primórdios da Maçonaria dos Aceitos também chamada, impropriamente, de Especulativa  no século XVII; e essa era a situação, quando da fundação, a 24 de junho de 1717, da Pemier Grand Lodge, de Londres, a primeira do sistema obidencial. O grau de Mestre seria criado em 1725, mas só introduzido em 1738, pela Grande Loja londrina. A parti daí, iria se concretizar a totalidade da doutrina moral e da mística da instituição maçônica.
 
Os três graus simbólicos, síntese do universo maçônico, mostram a evolução racional da espécie humana, ou seja: intuição (Aprendiz), análise (Companheiro) e síntese (Mestre). O Aprendiz, ainda inexperiente, embora guiado pelos Mestres, realiza o seu trabalho de forma praticamente empírica, através da intuição, apenas, representando o alvorecer das civilizações, dominadas pelo empirismo ; o Companheiro, já tendo um método de trabalho analítico e ordenado, simboliza uma mais avançada fase da evolução da mente humana, enquanto o Mestre, juntando, através da síntese, tudo o que está disperso,, para a conclusão final da obra, representa o caminho derradeiro da mente, na busca da perfeição.
 
Simbolicamente, nesses três graus, os maçons dedicam-se à construção do templo de Jerusalém, símbolo das obras perfeitas dedicadas a Deus, de acordo com a concepção da Ordem dos Templários, criada em 1118 e regida pelos estatutos idealizados por São Bernardo. A construção do templo, no caso, representa a construção moral e ética do iniciado. Para a concretização desse simbolismo, a Maçonaria criou a lenda do terceiro grau, de forte cunho moral, segundo a qual havia um arquiteto, Hiram Abi ("Hiram, meu pai"), que fora enviado ao rei Salomão por Hiram, rei da cidade fenícia de Tiro, para ser o mestre das obras do templo ; isso, evidentemente, é pura lenda, pois, Hiram Abi era, simplesmente, um entalhador de metais. Diz, também, a lenda, que Hiram dividia os seus obreiros, de acordo com suas aptidões, em graus Aprendiz, Companheiro e Mestre  dando-lhes a oportunidade de progredir, pelo seu trabalho. Embora isso também seja, lenda, pois não havia Maçonaria na época da construção do templo de Jerusalém e nem graus de Companheiro e Mestre (embora alguns ingênuos acreditem nisso), mostra duas lições morais: a cada um segundo as suas aptidões e a cada um segundo os seus méritos. Hiram, a personificação da Sabedoria, acabaria sendo morto pela personificação de vícios degradantes, a inveja, a cobiça e a ignorância, representadas em três Companheiros, que, sem os méritos, procuravam ser Mestres, a qualquer custo (o que também é apenas lenda e não realidade).
Esses traços gerais da lenda já que o seu desenvolvimento e as suas minúcias são reservadas aos iniciados no terceiro grau  mostram que o maçom, ao atingir o grau de Mestre, já deve possuir a plenitude do conhecimento iniciático, moral, social e metafísico, necessário e pertinente aos objetivos da Ordem maçônica, restando-lhe, então, o trabalho, sempre constante, na busca da perfeição, nunca atingida, mas sempre perseguida, pois ela é o estímulo sempre presente na vida do ser humano.
 
Terá, então, o Mestre, a humildade de se prostrar perante os grandes mistérios da vida e os insondáveis escaninhos da Natureza, despojando-se de todas as vaidades, incluindo-se, entre elas, a busca desvairada dos galardões, símbolos da fatuidade, e a busca da ascensão a qualquer custo, numa escala que quase nunca reflete um conhecimento apreciável e um desejável mérito pessoal. Deverá, então, o Mestre, lembrar-se, sempre, de que a verdadeira beleza é a interior, mesmo que o exterior não seja coruscante e não brilhe em faíscas de ouro e prata, pois o maçom, o verdadeiro maço, o maçom integral é um Mestre pelas suas qualidades mentais e espirituais e não por sua posição na escala, ou por seus vistosos paramentos. O hábito não faz o monge, diz a velha sabedoria popular, e se pode até acrescentar que um muar ajaezado de ouro nunca poderá ser confundido com um corcel de alta linhagem.
Na Loja Simbólica, verdadeira e única essência da Maçonaria universal, o iniciado percorre um longo caminho, desde as trevas do Ocidente até à luz do Oriente, tendo o seu lugar de acordo com as suas aptidões e a sua ascensão de acordo com os seus méritos. Sua ascensão não deverá, nunca, ser devida a favores pessoais, a apadrinhamentos, a rapapés e bajulações, ou ao poder corruptor dos metais, expedientes, esses, tão comuns na sociedade, em geral, mas excluídos dos templos da verdadeira Maçonaria, desde os seus primórdios, nos velhos tempos em que só existiam Aprendizes e Companheiros, que usavam um simples avental de couro, símbolo humilde do trabalho, sem as riquezas flamejantes de uma nababesca farrambamba. Acham, muitos maçons desavisados, que os graus simbólicos são secundários e representam um mero apêndice da maçonaria, uma etapa primária e elementar, um trampolim para grandes escaladas, quando, na realidade é basilar e relevante a sua importância a ponto deles constituírem, segundo consenso, a "pura Maçonaria" --- pois, como alicerces de toda a estrutura maçônica universal, nada mais existiria de maçônico sem eles, restando apenas as honorificências, de que o mundo não maçônico é tão prenhe.

BIBLIOGRAFIA
Texto extraído do livro "Liturgia e Ritualística do Grau de Mestre Maçom"
Editora A Gazeta Maçônica - 1987

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O TEMPO E OS CALENDÁRIOS

Como a nossa vida é relativamente curta, estamos acostumados a pensar em 10 ou 20 anos, por isso um século costuma ser uma referência de um longo período de tempo. Mas temos que nos lembrar de que a história do nosso planeta e da raça humana vai muito mais além do que os livros nos contam. Devemos nos lembrar então que existem períodos de tempo muito maiores, pensando em de milhões e bilhões de anos. O tempo é medido por mudanças e é dessa forma que percebemos o tempo. Existem muitas formas de marcar o tempo como, por exemplo, o pêndulo, relógio de areia, movimento da Lua ao redor da Terra e da Terra ao redor do Sol. São fenômenos físicos cíclicos ou periódicos, ou seja, se repetem em períodos determinados e sempre iguais.
Inicialmente a civilização ocidental pensava que a Terra seria tão velha quanto os seres humanos, possuindo aproximadamente 6000 anos, quando Tudo teria sido criado, inclusive o tempo. Uma tentativa de quantificação importante, considerada em calendários de alguns Ritos até hoje, ocorreu em 1654 quando um arcebispo irlandês calculou, com base em dados bíblicos, que a Terra teria sido criada 4004 anos a.C. Um outro cálculo, feito por um pastor anglicano, chegou em 4000 anos a.C. Atualmente, além dos calendários, a metodologia de datação absoluta, através dos métodos C14, tem grande aceitação. Estabeleceu-se assim que a Terra teria se formado há 5,0 bilhões de anos, as rochas mais antigas há 4,5 bilhões de anos e a vida humana surgiu há 2,0 milhões de anos.

Os calendários são as tentativas de elaboração de sistemas que se baseiam em fenômenos astronômicos, envolvendo a posição e movimento do Sol e da Lua. Os primeiros calendários tentavam marcar o início e o fim do inverno e verão. O homem logo percebeu que em determinadas épocas do ano o Sol estaria mais próximo ou mais afastado da Terra. Assim foram definidos os chamados equinócios, 21 de março e 23 de setembro, datas do ano em que o dia e a noite são exatamente iguais em duração, e solstício, 21 de junho e 21 de dezembro, datas do ano em que são desiguais.  Com o passar dos tempos o sistema de contagem de tempo ficou mais sofisticado, foram elaborados os calendários, que foram aperfeiçoados ao longo da história. Mas o meu objetivo mesmo era definir os calendários que formaram o calendário maçônico.
Calendário gregoriano é resultante da reforma do calendário juliano e foi introduzido pelo Papa Gregório XIII, onde em cada quatro anos existe um ano bissexto, que está em uso até hoje. Para efeito de acerto para implantação, foi estabelecido na ocasião que o dia 04/10/1562 passaria a ser 15/10/1562. Calendário hebraico é lunar e solar ao mesmo tempo e leva em consideração o ano agrícola, religioso e o civil. Se considerarmos o ano agrícola e o religioso, o ano hebraico se inicia no mês de Nissam, março. Considerando o ano civil, o ano tem início em Tishiri, setembro. Para se calcular o ano no calendário hebraico basta somar ao ano da E.'.V.'. o número 3760.



Calendário maçônico gregoriano onde o ano tem início em 21 de março, dividido em 12 meses com 30 ou 31 dias. O 12° mês, fevereiro, possui apenas 28 dias. Tanto os meses como os dias não recebem denominações especiais. Trata-se na verdade de uma mistura entre os calendários gregoriano e hebraico. Para se saber o ano, acrescenta-se o número 4000 ao ano da E.'.V.'.. O Rito Escocês Antigo e Aceito utiliza, nos Graus Superiores, o calendário hebraico devido ao fato deste Rito ter sido fundado por Irmãos de origem judaica. Este mesmo Rito utiliza no Brasil um calendário baseado no hebraico com início em 21 de março, acrescentando-se ao ano da E.'.V.'. o número 4000. O calendário do Rito Moderno, o rito oficial do GOB, atribui aos meses igual número de dias que o calendário gregoriano, acrescentando o número 4000 ao ano da E.'.V.'., formando assim o ano da V.'.L.'., quando teria sido criada a Terra e Tudo o que nela existe. Recordando o Gênesis: "Faça-se a Luz e a Luz feita"

Bibliografia
:
SPOLADORE, H. 1991 Calendários e Maçonaria
Pedro Juchem  M.'.M.'. - Loja Venâncio Aires II, nº 2369, GOB RS , Or.'. Venâncio Aires, RS, Brasil
UM BEIJO NO SEU CORAÇÃO





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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

SALA DE AULA - TURMA PARA TODOS OS GRAUS

Meus amados irmãos, tenho nestas passagens de pesquisas observado diversos blogs e sites nacionais e internacionais e com o único propósito de colher, o que acredito ser, de melhor para o nosso aprendizado. Na medida em que avançava, encontrava textos prós e contra para a Maçonaria, com as mais diversas ofensas e em muitas das vezes, sem o respeito nas palavras para com os leitores. Os mais fervorosos, já nos colocam como seguidores do mal, o anti-Cristo, outros nos colocam como adoradores do diabo e por aí vão os mais variados  nomes.
Porque isto ocorre? Neste tempo em que me encontro em nossa Ordem, ouvi relatos de Irmãos que tristes ficaram por saberem de irmãos que largaram a Ordem não dando a mínima justificativa, outros que lutaram para entrar tão somente para tentar expor a Ordem ao ridículo, sem falar dos que abandonaram por nada conseguirem de conquistas materiais, como se a Maçonaria fosse um cabide de emprego ou de fortuna, até porque, traduziram erroneamente a frase “se voce entrar para a Maçonaria, sua vida vai ter uma transformação”, mas que transformação  seria esta citada? Talvez o nascimento do amor ao próximo ou quem sabe até o nascimento do amor a si mesmo.
                                                                                  
Por outro lado, “não podemos esperar das pessoas as nossas reações”, contudo, alguns sites insistem em colocar  que a Maçonaria é um conduíte entre as organizações políticas da elite global (Clube de Roma, Sociedade Teosófica, rosacruzes, Lucis Trust, World Goodwill, etc.). Inserem neles o reconhecimento da Maçonaria como uma organização religiosa ocultista com a capacidade de fazer a ligação entre a religião e a política. Creio que a exposição da Maçonaria Especulativa, deu-se com o passar dos tempos a conotação da “liberdade de expressão maçônica”, sem a serenidade da reserva de conduta, a prova disto, estão nos sites de algumas Lojas citando basicamente uma Iniciação, observando   algumas passagens sem a menor preocupação da exposição e  
não coloco tão somente aqui no Brasil, temos DVDs com  explicações, debates de teólogos e Chanceleres italianos e ingleses, inserindo o Grande Conselho Consultivo europeu e com isto, sinto que a nossa Ordem ficou sem a devida proteção, onde muitos de nossos Irmãos perderam suas vidas para defende-la. Esta transformação ou modernização maçônica, conotam na mudança de valores e  ato falho, ao meu ver,  que acredito estar faltando até mesmo no questionário para o profano, no quisito “porque voce quer ser Maçom?” e creio que estão esquecendo de inserir  também “onde voce quer chegar sendo Maçom?”  Bem, para esta resposta o irmão dirá que o profano poderá responder  qualquer coisa, mas a resposta não está para quem envia e sim para quem a questiona, tendo a  profunda análise do aceitar ou não o candidato e isto só poderá acontecer se o Mestre for bem orientado pelo Venerável de sua Loja.

Para mudarmos um conceito de liberdade de expressão, seria necessário que tivessemos o profundo respeito pela nossa Irmandade, teríamos que ter bem os pés no chão, no conceito de ensinar ao Aprendiz e Companheiro, na sua devida proporção, com a suspensão dos Augustos Trabalhos para a passagem de "debates abertos inteligentes" e após os mesmos, o retorno para as Oficinas,o que poderia ocorrer uma vez ao mes. Creio também na criação de seminários para Mestres e Veneráveis, na reciclagem de informações enriquecendo da Maçonaria Operativa  para a Maçonaria Especulativa, neste  mergulho imaginário para melhor entender, com apresentações de trabalhos, com discussões do Grande Conselho de cada Potência e isto para que possamos ter futuros Veneráveis bem mais preparados para defender a Ordem com a certeza da informação para seus comandados e não por  reuniões mensais.
Pensemos meus Amados Irmãos, se falam de nós é porque nós assim deixamos, até porque só fazem na vida conosco, aquilo que nós permitimos e somos nós responsáveis por nossos fracassos e por nossas vitorias, seremos nós responsáveis pelo crescimento de nossa Loja. Temos que abrir mais os nossos corações, ajudando mais o Aprendiz, não permitindo simplesmente o ato mecânico a nossa frente da informação, até porque, somos todos eternos Aprendizes. Pensemos bem meus Irmãos, só teremos respeito pelos profanos, não importando qual seja a  religião do mesmo, se nós Maçons, cumpridores dos nossos deveres com a família e com a Pátria, honrando nossos compromissos com nossos governantes e marchando nas fileiras do exército de nosso GADU, se  tivermos realmente a consciência de  estarmos MAÇONS, pois como a  vida é apenas uma passagem, estamos e não somos.                                                                     
Para mudar é preciso acreditar e  nós da Cavaleiros do Templo nº 26 acreditamos na mudança deste conceito, sem ferir a ritualística, a ética e a hierarquia, enfim, sem ferir as Colunas que nos definem, porém, com a visão no futuro, justo para  que a nossa Augusta e Respeitada  Loja possa receber sempre novos obreiros com a única missão de atender ao seu próximo, com discrição, sem alarde que é o melhor exercício do Maçom atuando na sombra do silêncio.



                            UM BEIJO NO SEU CORAÇÃO
Texto de total responsabilidade de Yrapoan machado Obreiro da Cavaleiros do Templo nº 26