CAVALEIROS DO TEMPLO


Este blog tem como objetivo único, cooperar em leituras e estudos voltados para o segmento Maçônico, com textos de diversos autores e abordagens diferentes para um único tema.

Por Yrapoan Machado






sexta-feira, 1 de outubro de 2010

AS COLUNAS DE NOSSAS VIDAS


AS COLUNAS GEMEAS “B e J”



Em “Reis” e “Crônicas”, a Bíblia Sagrada, nos fala da construção do Templo de Salomão. Este Templo foi o modelo usado para a elaboração do Templo Maçônico. O Rei Salomão recebera como herança de seu pai a incumbência de construir um Templo ao Sr. Deus Javé. 
Hiram Abi, homem de grande habilidade, talento e inteligência foi o responsável pela grandiosa obra. Eis o relato em Reis capítulo 7: “Fundiu duas colunas de bronze, cada uma com nove metros de altura e seis de circunferência. Fez dois capitéis de bronze fundido, cada um com dois metros e meio de altura, e os colocou no alto das colunas. Para enfeitar os capitéis, fez dois trançados em forma de corrente, um para cada capitel. Depois fez as romãs; havia duas fileiras de romãs em torno de cada trançado, para cobrir os trançados que ficavam no alto das colunas. Fez o mesmo com o segundo capitel.
Os capitéis, no alto das colunas que estavam no vestíbulo, tinham forma de flor de lis, medindo dois metros. Além disso esses capitéis, no alto das colunas, no centro que ficava por trás dos trançados, estavam enfeitados por romãs, colocadas em filas de duzentas ao redor de cada capitel. Em seguida, Hiram ergueu as colunas diante do vestíbulo do santuário: ergueu a coluna do lado direito e lhe deu o nome de FIRME; depois levantou a coluna do lado esquerdo e lhe deu o nome de FORTE. E assim terminou o trabalho das colunas". Hiram executou toda a obra do Templo de Salomão e repetimos em “Reis 1 e 2, e Crônicas": Esta magnífica construção é descrita minuciosamente inclusive  na maneira de confeccionar todos os utensílios, estes de muita importância na forma, função e simbolismo para entendimento do porquê da construção deste Templo, apesar de ser o arquétipo do Templo Maçônico observamos que nem todos os utensílios do Templo de Salomão, foram transportados para o Templo Maçônico,
Assim vamos nos ater as colunas que são o escopo deste trabalho. Tendo vivido no Egito, livre ou escravo, o povo hebreu assimilara muito dos costumes, religiosidade e cultura egípcia. Em frente dos Templos egípcios, sempre eram construídos dois obeliscos: um ao lado do outro como oferenda a divindade. Na fuga do Egito sob o comando de Moisés uma nuvem durante o dia transformava-se em fumaça, protegendo o povo em fuga dos soldados do Faraó. A noite a mesma nuvem era uma coluna de fogo a iluminar o caminho dos fugitivos. Quarenta anos o povo passou no deserto. Quando da construção de Templo de Jerusalém, as colunas foram concebidas como monumento para lembrança constante do sofrimento e a demonstrar a necessidade de purificação nos quarenta anos vividos no deserto, em fuga antes de chegar a terra prometida Canaã. Livre das impurezas adquiridas em terras estranhas, as duas colunas ali estavam, como a lhes despertar a consciência. A magnitude de Templo de Salomão, veio   através dos séculos, transformá-lo em símbolo da perfeição. A submissão do homem a um ente reconhecidamente superior, fruto de amor e bondade, fez com que nossos antepassados, ao buscarem uma referência histórica, para construção de nossas lendas, encontrassem no Templo de Salomão e em sua construção física uma riqueza incomensurável. Os pedreiros livres, já vinham desde priscas eras, comunicando verbalmente as histórias da Torre de Babel e do Templo de Salomão. A tradição estava estabelecida, era necessário dar um formato menos fantástico, mais real. Já não se tratava de incentivar homens ao trabalho braçal, agora era polir o próprio homem, como fazer a não ser  por seus exemplos, onde todos miravam-se em todos. Os símbolos transformavam-se em alegorias, pois era necessário mantê-los velados aos que não entendessem a “Arte”, aos que os interpretassem eram oferecidos maravilhosas lições de moral, verdadeiro caminho das pedras em direção a perfeição, objetivo principal dos que buscavam conhecer a verdadeira virtude.
 Estando presente, desde o início da Maçonaria Especulativa nos locais adaptados para servirem como Templo Maçônico, nos adros das Igrejas e nas tabernas para as reuniões das Lojas, no chão destes locais eram desenhados com carvão, os painéis com toda variedade de símbolos que a Loja tinha para que acontecesse uma “Sessão Maçônica em Loja". E um dos símbolos que permanece até hoje nos Templos, são as duas Colunas. Ao final da Sessão, eram apagados os desenhos, na evolução natural eles passaram a ser feitos em tapetes, desenrolava no inicio da Sessão e enrolava ao final, quando a. Loja era fechada, Ficando guardado até a próxima Sessão. As várias gravuras antigas comprovam esta constatação, pois sempre nos deparamos com a presença duas Colunas “B” e “J”. Corno no inicio da Maçonaria Especulativa esses locais chamados de Templo Maçônico, mesmo sem terem sido construídos para este fim específico, quando da construção do primeiro Templo Maçônico em  1776 lá estavam estas Colunas “plantadas no chão”. O Templo Maçônico representa o Universo, a Loja Maçônica representa o Planeta Terra, dentro deste Universo. No Templo encontram-se as duas Colunas “B” e “J” com uma simbologia de alta expressão. A Coluna “B” simboliza o solstício de inverno, isto é o Sol em posição zero grau de Câncer, no dia 2 de Junho, a Coluna “J” simboliza o solstício de verão, o Sol em posição zero grau de Capricórnio, no dia 21 de Dezembro. Estas posições acontecem ao sul do Equador, ao norte é exatamente ao inverso, aí está porque o Maçom quando entre estas duas Colunas encontra-se no único neutro da Loja. Representam também as Colunas a Vida e a Morte, pois sabemos que esta é a única certeza que o ser humano deve ter, eis porque entre ambas é a passagem obrigatória para quem quer estar “Em Loja".
Nas Sessões Maçônicas, quando qualquer obreiro estiver circulando não deve em hipótese nenhuma circular por trás das Colunas, pois as mesmas delimitam Universo e Planeta Terra, Templo e Loja e quem estiver atrás das Colunas estará dentro do Templo, porém simbolicamente fora da Loja, exceto o Guarda do Templo.
As Colunas Gêmeas não podem e não devem ficar no Átrio, sua forte representatividade se faz necessário dentro do Templo; Também não devem ser consideradas como mera decoração, esse respeito e veneração é em função das mesmas serem um dos raros elos que remanescem em nossos Templos Maçônicos, herança do primeiro Templo de Jerusalém chamado de Templo de Salomão.
A importância das Colunas no Templo, aumenta quando constatamos que sobre elas convergem as emanações Cósmicas e Telúricas, unindo naquele minúsculo pedaço do Universo que chamamos Loja, o nosso mundo, abstrato e concreto, céu e terra, homem e divindade fundidos em um só ser, onde fluí urna maravilhosa energia positiva, que estimula o Maçom a voltar-se para dentro de si, com a Luz divina o acompanhando para a construção do seu próprio Templo Íntimo, moradia eterna do G:.A:.D:.U:.. objetivo de todo obreiro da Sublime Instituição.
           



Em “Reis” e “Crônicas”, a Bíblia Sagrada, nos fala da construção do Templo de Salomão. Este Templo foi o modelo usado para a elaboração do Templo Maçônico. O Rei Salomão recebera como herança de seu pai a incumbência de construir um Templo ao Sr. Deus Javé. 
Hiram Abi, homem de grande habilidade, talento e inteligência foi o responsável pela grandiosa obra. Eis o relato em Reis capítulo 7: “Fundiu duas colunas de bronze, cada uma com nove metros de altura e seis de circunferência. Fez dois capitéis de bronze fundido, cada um com dois metros e meio de altura, e os colocou no alto das colunas. Para enfeitar os capitéis, fez dois trançados em forma de corrente, um para cada capitel. Depois fez as romãs; havia duas fileiras de romãs em torno de cada trançado, para cobrir os trançados que ficavam no alto das colunas. Fez o mesmo com o segundo capitel.

Os capitéis, no alto das colunas que estavam no vestíbulo, tinham forma de flor de lis, medindo dois metros. Além disso esses capitéis, no alto das colunas, no centro que ficava por trás dos trançados, estavam enfeitados por romãs, colocadas em filas de duzentas ao redor de cada capitel. Em seguida, Hiram ergueu as colunas diante do vestíbulo do santuário: ergueu a coluna do lado direito e lhe deu o nome de FIRME; depois levantou a coluna do lado esquerdo e lhe deu o nome de FORTE. E assim terminou o trabalho das colunas". Hiram executou toda a obra do Templo de Salomão e repetimos em “Reis 1 e 2, e Crônicas": Esta magnífica construção é descrita minuciosamente inclusive  na maneira de confeccionar todos os utensílios, estes de muita importância na forma, função e simbolismo para entendimento do porquê da construção deste Templo, apesar de ser o arquétipo do Templo Maçônico observamos que nem todos os utensílios do Templo de Salomão, foram transportados para o Templo Maçônico,
Assim vamos nos ater as colunas que são o escopo deste trabalho. Tendo vivido no Egito, livre ou escravo, o povo hebreu assimilara muito dos costumes, religiosidade e cultura egípcia. Em frente dos Templos egípcios, sempre eram construídos dois obeliscos: um ao lado do outro como oferenda a divindade. Na fuga do Egito sob o comando de Moisés uma nuvem durante o dia transformava-se em fumaça, protegendo o povo em fuga dos soldados do Faraó. A noite a mesma nuvem era uma coluna de fogo a iluminar o caminho dos fugitivos. Quarenta anos o povo passou no deserto. Quando da construção de Templo de Jerusalém, as colunas foram concebidas como monumento para lembrança constante do sofrimento e a demonstrar a necessidade de purificação nos quarenta anos vividos no deserto, em fuga antes de chegar a terra prometida Canaã. Livre das impurezas adquiridas em terras estranhas, as duas colunas ali estavam, como a lhes despertar a consciência. A magnitude de Templo de Salomão, veio   através dos séculos, transformá-lo em símbolo da perfeição. A submissão do homem a um ente reconhecidamente superior, fruto de amor e bondade, fez com que nossos antepassados, ao buscarem uma referência histórica, para construção de nossas lendas, encontrassem no Templo de Salomão e em sua construção física uma riqueza incomensurável. Os pedreiros livres, já vinham desde priscas eras, comunicando verbalmente as histórias da Torre de Babel e do Templo de Salomão. A tradição estava estabelecida, era necessário dar um formato menos fantástico, mais real. Já não se tratava de incentivar homens ao trabalho braçal, agora era polir o próprio homem, como fazer a não ser  por seus exemplos, onde todos miravam-se em todos. Os símbolos transformavam-se em alegorias, pois era necessário mantê-los velados aos que não entendessem a “Arte”, aos que os interpretassem eram oferecidos maravilhosas lições de moral, verdadeiro caminho das pedras em direção a perfeição, objetivo principal dos que buscavam conhecer a verdadeira virtude.
 Estando presente, desde o início da Maçonaria Especulativa nos locais adaptados para servirem como Templo Maçônico, nos adros das Igrejas e nas tabernas para as reuniões das Lojas, no chão destes locais eram desenhados com carvão, os painéis com toda variedade de símbolos que a Loja tinha para que acontecesse uma “Sessão Maçônica em Loja". E um dos símbolos que permanece até hoje nos Templos, são as duas Colunas. Ao final da Sessão, eram apagados os desenhos, na evolução natural eles passaram a ser feitos em tapetes, desenrolava no inicio da Sessão e enrolava ao final, quando a. Loja era fechada, Ficando guardado até a próxima Sessão. As várias gravuras antigas comprovam esta constatação, pois sempre nos deparamos com a presença duas Colunas “B” e “J”. Corno no inicio da Maçonaria Especulativa esses locais chamados de Templo Maçônico, mesmo sem terem sido construídos para este fim específico, quando da construção do primeiro Templo Maçônico em  1776 lá estavam estas Colunas “plantadas no chão”. O Templo Maçônico representa o Universo, a Loja Maçônica representa o Planeta Terra, dentro deste Universo. No Templo encontram-se as duas Colunas “B” e “J” com uma simbologia de alta expressão. A Coluna “B” simboliza o solstício de inverno, isto é o Sol em posição zero grau de Câncer, no dia 2 de Junho, a Coluna “J” simboliza o solstício de verão, o Sol em posição zero grau de Capricórnio, no dia 21 de Dezembro. Estas posições acontecem ao sul do Equador, ao norte é exatamente ao inverso, aí está porque o Maçom quando entre estas duas Colunas encontra-se no único neutro da Loja. Representam também as Colunas a Vida e a Morte, pois sabemos que esta é a única certeza que o ser humano deve ter, eis porque entre ambas é a passagem obrigatória para quem quer estar “Em Loja".
Nas Sessões Maçônicas, quando qualquer obreiro estiver circulando não deve em hipótese nenhuma circular por trás das Colunas, pois as mesmas delimitam Universo e Planeta Terra, Templo e Loja e quem estiver atrás das Colunas estará dentro do Templo, porém simbolicamente fora da Loja, exceto o Guarda do Templo.
As Colunas Gêmeas não podem e não devem ficar no Átrio, sua forte representatividade se faz necessário dentro do Templo; Também não devem ser consideradas como mera decoração, esse respeito e veneração é em função das mesmas serem um dos raros elos que remanescem em nossos Templos Maçônicos, herança do primeiro Templo de Jerusalém chamado de Templo de Salomão.

A importância das Colunas no Templo, aumenta quando constatamos que sobre elas convergem as emanações Cósmicas e Telúricas, unindo naquele minúsculo pedaço do Universo que chamamos Loja, o nosso mundo, abstrato e concreto, céu e terra, homem e divindade fundidos em um só ser, onde fluí urna maravilhosa energia positiva, que estimula o Maçom a voltar-se para dentro de si, com a Luz divina o acompanhando para a construção do seu próprio Templo Íntimo, moradia eterna do G:.A:.D:.U:.. objetivo de todo obreiro da Sublime Instituição.
           



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