CAVALEIROS DO TEMPLO


Este blog tem como objetivo único, cooperar em leituras e estudos voltados para o segmento Maçônico, com textos de diversos autores e abordagens diferentes para um único tema.

Por Yrapoan Machado






quinta-feira, 10 de março de 2011

A CRUZ E SEUS SIMBOLISMOS



A Cruz, pode ser encontrada em um número muito grande de variações. Símbolo antiqüíssimo e universal, a cruz é encontrada com grandes variações morfológicas. O significado é sempre o da conjunção dos opostos: o eixo vertical (masculino), com o eixo horizontal (feminino); o positivo com o negativo; o superior com o inferior; o tempo com o espaço; o ativo com o passivo; o Sol com a Lua; o dia com a noite; o masculino e o feminino a vida com a morte; e assim por diante. A Cruz é a disposição de dois objetos, um atravessado sobre o outro; é a insígnia de várias ordens honoríficas; é o antigo instrumento de suplício, formado por duas peças atravessadas uma sobre a outra, em que se prendiam criminosos.

O significado do símbolo da cruz é sempre a conjunção dos opostos: o eixo vertical (masculino) e o eixo horizontal (feminino); o positivo e o negativo; o homem e a mulher; o superior com o inferior; o tempo com o espaço; o ativo com o passivo; o Sol com a Lua; a vida com a morte, etc., pois tudo no universo (e no homem) nasce e se desenvolve a partir do choque doloroso de forças antagônicas. É a união dessas forças antagônicas que exprime um dos principais significados da cruz, que é o do choque de universos diferentes e seu crescimento a partir de então, traduzindo-a como um símbolo de expansão. A Cruz afirma assim a relação básica entre o Celestial e o terreno, e que é, através da crucificação (o conhecimento dos opostos), que se chega ao centro de si mesmo (a iluminação). Apesar de ter sido difundida pelo cristianismo como símbolo do sofrimento de Cristo à crucificação, a figura da cruz constitui um ícone de caráter universal e de significados diversificados, amparados por suas inúmeras variações.
É possível detectar a presença da cruz, seja de forma religiosa, mística ou esotérica, na história de povos distintos (e distantes) como os egípcios, celtas, persas, romanos, fenícios e índios americanos. Ao situar-se no centro místico do cosmos, a cruz assume o papel de ponte através da qual a alma pode chegar a Deus. Dessa maneira, ela liga o mundo celestial ao terreno através da experiência da crucificação, onde as vivencias opostas encontram um ponto de intersecção e atingem a iluminação.
                                                                                                                                    

 
Cruzes no Rito Escocês Antigo e Aceito                         
Os principais tipos de cruz, com interesse para o Rito Escocês Antigo e Aceito, são os seguintes:






Cruz Simples
Em sua forma básica a cruz é o símbolo perfeito da união dos opostos, do masculino com o feminino, mantendo seus quatro “braços” com proporções iguais. Alguns estudiosos denominam esta como Cruz Grega. Formada por quatro segmentos iguais (como um sinal de +), é a forma básica, símbolo perfeito da união dos opostos. É também chamada de cruz grega.

                                                 
  

Cruz de Santo André
Símbolo da humildade e do sofrimento recebe esse nome por causa de Santo André, que implorou a seus algozes para não ser crucificado como seu Senhor por considerar-se indigno. Acredita-se que o santo foi martirizado em uma cruz com essa forma. Em aspa- com o formato de um “xis” (x) – simboliza a união do mundo superior com o mundo inferior e tem esse nome porque consta que  Santo André teria sido supliciado numa cruz com esse formato. Ela simboliza, também, o infinito incognoscível, pois suas hastes divergem até ao infinito. É uma das “chaves” para alfabetos maçônicos.


Cruz de Santo Antônio ou Tau
recebeu esse nome por reproduz a 19a letra grega Tau. É considerada por muitos, como a cruz da profecia e do Antigo Testamento. Dentre suas muitas representações estão o martelo de duas cabeças, como sinal daquele que faz cumprir a lei divina, encontrado na cultura egípcia, e a representação da haste utilizada por Moisés para levantar a serpente no deserto. Reproduz o desenho da letra grega tau (T). Símbolo muito antigo, já era usado pelos antigos egípcios, como a representação de um martelo de duas cabeças. Sinal “daquele que faz cumprir”; para os gauleses, representava o martelo do deus escandinavo Thor.                                                                                                                  
Cruz Quádrupla

                                                             

Formada por duas paralelas horizontais e duas verticais (#), que se cruzam, formando um quadrado fechado no centro, ela reforça, por ser dupla, a união dos opostos. Simboliza também, pelo espaço delimitado que forma, a limitação da capacidade do homem. Junto com a cruz de Santo André, é “chave” para alfabetos maçônicos.





 Cruz Ansata
Um dos mais importantes símbolos solar da cultura egípcia. A Cruz Ansata consistia em um hieróglifo representando a regeneração e a vida eterna, vida ou ato de viver e formando parte das palavras saúde e felicidade. Como símbolo microcósmico, isto é, análogo ao homem, o círculo representa a cabeça humana, o eixo horizontal os braços e o eixo vertical, o resto do corpo. A idéia expressa em sua simbologia é a do círculo da vida sobre a superfície da matéria inerte. Existe também a interpretação que faz uma analogia de seu formato ao homem, onde o círculo representa sua cabeça, o eixo horizontal os braços e o vertical o resto do corpo. Importante símbolo solar egípcio, é uma cruz em tau, com um círculo na parte superior, a qual, na realidade, era um hieróglifo, com o significado de vida.
Esotericamente, expressa a idéia do círculo da vida, colocado na superfície da matéria inerte, para vivificá-la. Também, como a estrela hominal de cinco pontas, essa cruz pode ser chamada de hominal, ou seja, assimilada à figura humana, com o círculo representado a cabeça, a haste horizontal representando os membros superiores, e a haste vertical representando o tronco e os membros inferiores.

Cruz de Malta, ou Cruz de São João

                                                                                        
Também conhecida como e emblema dos Cavaleiros de São Joã,o da Ilha de Malta, que foram levados pelos turcos para a ilha de Malta. A força de seu significado vem de suas oito pontas, que expressam as forças centrípetas do espírito e a regeneração. Até hoje a Cruz de Malta é muito utilizada em condecorações militares.
Com oito pontas como significado místico — ou quatro, bipartidas na extremidade — é, no sentido místico, a representação das forças centrípetas do espírito.



Cruz de Lorena, ou Cruz Patriarcal



Outrora conhecida como Cruz de Lorena, o seu nome é alusivo à região da Lorraine (Lorena), situada na parte oriental da França. Possui um “braço” menor que representa a inscrição colocada pelos romanos na cruz de Jesus. Foi muito utilizada por bispos e príncipes da igreja cristã antiga.  Formada por um ramo vertical e por dois horizontais desiguais – o inferior mais longo do que o superior – representava os bispos e príncipes da Igreja cristã primitiva. É emblema privativo dos membros efetivos do Supremo Conselho.


Cruz Forcada, ou Teutônica

                                                                             

Composta de um ramo vertical e outro horizontal, cada um deles tem, nas pontas, um pequeno ramo tangencial, formando uma bifurcação. É chamada de forcada porque forcado é um utensílio de lavoura, formado por uma haste de pau, terminada em duas ou três pontas ; e forcada é o ponto de bifurcação.






Cruz Rosa-Cruz 
Os membros da Rosa Cruz costumam explicar seu significado, na intersecção dos braços da cruz, é interpretada como o corpo físico do homem, com os braços estendidos, em saudação ao Sol – que simboliza a Luz Maior – no Oriente. E com a rosa em seu peito permite que a luz ajude seu espírito a desenvolver-se e florescer. Quando colocada no centro da cruz a rosa representa um ponto de unidade. Com a rosa , no centro da cruz, simboliza a alma humana, o “eu” interior, que vai se desenvolvendo no homem, à medida que ele recebe mais luz. Colocada no centro exato da cruz, a rosa representa o ponto de unidade. O Sol representa aqui a LUZ MAIOR. A rosa parcialmente desabrochada, no centro da cruz, representa a alma do homem, o seu interior, desenvolvendo-se dentro dele à medida que recebe e conquista mais Luz. Essa rosa no centro da cruz, também representa o ponto da unidade.
Diante o  exposto, chega-se à conclusão de que somos em síntese uma CRUZ em evolução no Universo, e que só depende de nós próprios, qual a melhor ou pior forma que ela se apresentará perante o Supremo Arquiteto do Universo, quando tivermos que nos confrontar com a LUZ DIVINA.

Cruz Cristã
                            

O mais conhecido símbolo é o mais exaltado emblema da fé cristã, também chamada de CRUZ LATINA. Na origem, era um patíbulo, constituído por uma trave vertical de madeira e outra trave horizontal, próximo ao topo. Os romanos a utilizaram para a execução de criminosos, da mesma forma que ainda nos dias de hoje se usa a forca com a mesma finalidade. Por conta disso, ela nos remete ao sacrifício que Jesus Cristo ofereceu pelos pecados das pessoas. Além da crucificação, ela representa a ressurreição e a vida eterna.




Cruz de Anu





Utilizada tanto por assírios como caldeus para representar seu deus Anu, esse símbolo sugere a irradiação da Divindade do Espaço em todas as direções.





Cruz Gamada (Suástica)

                                                                                     

Dos mais importantes símbolos de toda a humanidade. A suástica representa a energia do cosmo em movimento, o que lhe confere dois sentidos distintos: o destrógiro, onde seus “braços” se movem para a direita e representam o movimento evolutivo do universo (positivo), e o sinistrógiro, onde ao mover-se para a esquerda nos remete a uma dinâmica involutiva (negativo). No século passado, essa cruz adquiriu má reputação ao ser associada ao movimento político-ideológico do nazismo.



Cruz de Jerusalém




Formada por um conjunto de cruzes, possui uma cruz principal ao centro, representando a lei do Antigo Testamento, e quatro menores dispostas em cantos distintos, representando o cumprimento desta lei no evangelho de Cristo. Tal cruz foi adotada pelos cruzados graças a Godofredo de Bulhão, primeiro rei cristão a pisar em Jerusalém, representando a expansão do evangelho pelos quatro cantos da terra.






Cruz da Páscoa

                                                                                   

 Chamada por alguns de Cruz Eslava possui um “braço” superior representando a inscrição INRI, colocada durante a crucificação de Cristo, e outro inferior e inclinado, que traz um significado dúbio, dos quais se destaca a crença de que um terremoto ocorrido durante a crucificação causou sua inclinação.





Cruz do Calvário
                                                                    



Firmada sobre três degraus que representam a subida de Jesus ao calvário, essa cruz exalta a fé, a esperança e o amor em sua simbologia.







Cruz Papal
                                          
Derivação da Cruz Patriarcal, usada como hierarquia por todos os Papas conhecidos.









BILBIOGRAFIA
Esta Peça de Arquitetura foi editada pela ARL MAÇÔNICA OBREIROS DE IRAJÁ, através de seu site www.obreirosdeiraja.com.br e a Cavaleiros do Templo nº 26 respeitosamente sente-se honrada em poder divulgar este belíssimo trabalho.
                                                               
          NON  NOBIS,  DOMINE, NON NOBIS, SED NOMINI TUO DA GLORIAN
















7 comentários:

  1. Muito interessante obrigado pelos esclarecimentos.

    Um forte abraço irmãos.

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  2. Muito bom. Precisa apenas editar os textos para que fiquem menos repetitivos!

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  3. Muito bom. Precisa apenas editar os textos para que fiquem menos repetitivos!

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  4. Muito bom. Precisa apenas editar os textos para que fiquem menos repetitivos!

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